sexta-feira, 7 de abril de 2017

O jornalismo está se transformando em marketing de conteúdo?

Produtor de notícias é o conceito sintético, dentre as tantas definições possíveis, para o profissional do jornalismo. Mas não menos problemático é o conceito de notícia, que pode ir do reflexo fiel da realidade da Teoria do Espelho à complexa Rede Noticiosa de news promoters (fontes), news assemblers (jornalistas) e news consumers (consumidores de notícias), elaborada pela socióloga Guye Tuchman. Novamente, utilizando uma definição residual, Marques de Melo considera notícias como fatos atuais de relevância pública.

Quando pensamos na atualidade significa que um dos critérios de seleção dos fatos é a ancoragem no presente. Memórias e prognósticos, geralmente, só se tornam produtos jornalísticos quando articulados com o tempo atual. Já a definição de fatos nos põe num ambiente turvo, pois esbarramos no conceito de acontecimentos da realidade. A epistemologia, ao menos desde os Clássicos Gregos, discute esta relação do conhecimento com o mundo real. Entre as diversas correntes, estão os transcendentalistas que defendem a inevitável mediação do acesso à realidade por nossas representações, estruturadas por meio da linguagem, visões de mundo e modos de vida. Assim, os fatos são diversos não só pela infindável quantidade de acontecimentos, mas pelas diversas visões sobre esses. Para o jornalista  aproximar-se da realidade, precisa respeitar esta diversidade, construindo notícias com as mais diferentes versões sobre os fatos. Esta é, para Francisco Karam, a base do Direito Social à Informação, conceito tecido durante a Segunda Grande Guerra Mundial, pelo jornalista da France Press, Paul-Louis Bret, que reivindica a garantia da produção jornalística com pluralidade. Junto com a Liberdade de Expressão e as Políticas de Regulação compõe a tríade constituinte do Direito à Comunicação. Então, o papel social do jornalismo está intimamente ligado à pluralidade informacional. Além de diversas e atuais, as notícias devem ser fatos de interesse público, isto é, não podem tratar de questões de foro privado e precisam contribuir com a vida social.

Na vivência cotidiana das redações, estes conceitos enfrentam obstáculos quase intransponíveis. O primeiro é a estrutura organizacional dos próprios meios de comunicação. Como lembra Marques de Melo, a notícia é um produto de uma teia de articulações de interesses que vão das expectativas dos públicos e dos valores-notícia dos jornalistas aos interesses econômicos, políticos e culturais das empresas jornalísticas. Assim a relevância social e a pluralidade dos fatos é negociada ou, na maior da parte das vezes, se submete às estratégias para conquistar audiências, anunciantes e apoios políticos. O ethos empresarial pode predominar não por uma explícita manipulação da produção jornalística, mas por ações de constrangimento e de estímulo, que transitam implicitamente entre os jornalistas, como num processo de osmose. O segundo obstáculo que enfrenta a produção de notícias plurais e socialmente relevantes é, de acordo com Guye Tuchman, a ditadura do "dead line', isto é, da hora de fechamento das notícias. Como qualquer produto comercial, o jornalismo obedece padrões de veiculação e circulação com tempos e espaços previamente definidos. Assim, o jornalista tem hora e espaço delimitados para concluir e publicar a apuração das informações, o que, muitas vezes, compromete a pluralidade da notícia. Em tempo de internet e redes sociais digitais, a hora do fechamento se torna cada vez mais curta, podendo ser inclusive o próximo minuto.

Uma notícia sem pluralidade ou sem relevância social se torna um material publicitário, atualmente denominado de marketing de conteúdo. São fatos que podem ser produzidos com várias qualidades informacionais (como densidade, profundidade, objetividade...), mas apresentando apenas uma das possíveis versões da realidade em benefício de um anunciante. Este produto se torna imprescindível, principalmente, numa época não só de blogueiros e youtubers, mas também da incessante necessidade de conteúdos para abastecer os perfis nas redes sociais de empresas, governos, políticos e até organizações sociais. Os veículos jornalísticos não ficam de fora. Constantemente, produzem este tipo publicidade, enganosamente apresentada como notícias. Não são raras as matérias dos meios massivos que não respeitam o direito de resposta, que apresentam apenas uma versão (geralmente a oficial ou de grupos economicamente dominantes) ou privilegiam uma fala em detrimento da marginalização de outras retratadas. Assim, num tempo de convergência de processos, produtos, meios, formatos, empresas e consumo, o jornalista vive o desafio se distanciar da produção desta infopublicidade velada, mesmo tendo quase todas as condições de trabalho contrárias a isso.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

A partilha da produção do conhecimento

O pesquisador social mexicano Jesús Galindo Cáceres aponta três etapas na produção do conhecimento científico. A primeira é o processo de exploração, que se dá no contato do pesquisador com a realidade, elaborada por fluxos de impressões e expressões e registrada em instrumentos como diário de campo, gravações, imagens e relatórios. É o momento de conexão com um mundo que deve estar além das construções simbólicas anteriormente organizadas. É uma relação conflitiva porque os pressupostos, inclusive que fundamentam a pesquisa, podem ser contrariados e as convicções, confrontadas, por isso, o investigador necessita cultivar um desapego a seu saber prévio e até a suas motivações, sabendo que só assim poderá produzir e acumular novos conhecimentos.

Através do erro e da falibilidade de experimentos e de pressupostos, como defende o realismo débil do filósofo alemão Jürgen Habermas, é possível a ciência evoluir e encontrar algo da realidade além das construções simbólicas dos pesquisadores, nas quais inevitavelmente todos estão submetidos. Nas ciências sociais, é o momento para  relacionar-se com as diferenças e divergências. O principal desafio se constitui assim em tirar a tolerância e alteridade dos conceitos abstratos para transformá-los em ações que promovam a coabitação, colaboração e solidariedade nas diversas circunstâncias da pesquisa. Aceitar o outro significa também, muitas vezes, conviver com costumes e valores contrários ao do próprio pesquisador, que para isso precisa exercitar um desapego não só de seu conhecimento, mas de sua própria cultura e crenças.

Depois desse difícil e rico momento, a etapa seguinte de descrição desafia o pesquisador a transfigurar os dados coletados em novas representações sobre a realidade. A partir da elaboração dos mapas detalhados, traçados na exploração em todas as dimensões e versões possíveis, inclusive nas contraditórias, se descreve o mundo investigado. No entanto, é um inevitável processo de desgaste quando dados são perdidos, esquecidos ou descartados. O pesquisador sempre estará diante de uma realidade muito mais ampla do que sua capacidade de nomeação. Recortes e escolhas precisam ser tomadas, mas estas ações e seus critérios devem ser transparentes, principalmente para não causar a falsa impressão que pesquisa dá conta de uma realidade muito mais vasta do que a representada. Estas seleções necessitam ainda, como na etapa anterior, cultivar o desapego de apresentar também o conhecimento que contraria os conceitos a priori, possibilitando dar clareza à inovação e ao acúmulo do conhecimento produzido.

A terceira etapa, proposta por Cárceres, é a de significação, o momento de sintetizar, configurar e teorizar as experiências vivenciadas em campo. É a ocasião da mais intensa relação de dados com os conceitos anteriores e sucessores, gestados a partir das experiências de exploração e descrição. A significação deve comprovar que a sistematização teórica é uma construção simbólica imprescindivelmente conectada à realidade investigada. É quando a comunicação científica é tecida por meio dos mais diversos relatórios de pesquisa, como teses, dissertações, monografias e artigos. Há uma dupla preocupação. Primeiro a profundidade do texto com a, mesmo que editada, diversa e vasta realidade retratada. A segunda é a compreensão de quem é o público leitor e qual o endereçamento necessário para atender suas expectativas.

Para dar conta deste mundo tão vasto e diverso relacionado a conceitos, que possibilitam uma profunda representação concatenada plasivel e logicamente nas várias capilaridades da realidade, o pesquisador, muita vezes, transgride um dos princípios fundamentais da linguagem: a clareza. A comunicação científica, por isso, constrói, muitas vezes, textos prolixos que refletem este embaraço nas frases com várias subordinações e adjetivações e nos neologismo ou metáforas dos conceitos. Mas para quem é produzida a comunicação científica? Destina-se à comunidade de especialistas da área ou aos leitores leigos? Se forem para os primeiros, é necessário compreender que este processo, denominado de difusão científica, visa não só por este conhecimento a disposição para o acúmulo em novas pesquisas, mas colocá-lo à prova e ao crivo de outros pesquisadores que, assim, poderão verificá-lo, questioná-lo, refina-lo e ou refutá-lo.

No entanto, a elaboração de uma comunicação científica voltada para a comunidade especializada exige outro momento posterior à significação que traduz para os diversos públicos, nos quais a ciência encontra não só sua legitimidade, mas seu papel social. Esta etapa, que acrescento à proposta de Cáceres, denomino aqui de partilha, podendo ser nomeada nas universidades de extensão. É composta, além da tradução ou divulgação científica, pelo diálogo entre saberes e pela distribuição ou aplicação dos conhecimentos. A tradução não é tão somente um momento de popularização da ciência (algumas vezes, confundida com a espetacularização promovida pelos meios de comunicação massivos), mas é o delicado momento de seleção de quais informações são imprescindíveis aos públicos e quais os possíveis prejuízos do descarte de dados.

É um processo compensatório quando se mede os desgastes à ciência e sua apropriação pelos variados público, que não só pode produzir benefícios sociais, mas inevitavelmente modifica os significados tecidos, algumas vezes, até subvertendo-os. Este é o irrefutável diálogo, só reconhecido quando, além da tradução e atenção à apropriação dos significados partilhados, há compreensão dos múltiplos saberes e que a ciência é, junto com a arte, o senso comum, o jornalismo e a religião, uma destas possibilidades, não necessariamente superior ou inferior,  de representação da realidade. A singularidade do conhecimento científico pode estar no compromisso que deve possuir não só de melhorar a qualidade de vida, mas que esta seja sustentavelmente distribuída aos diversos públicos de interesse que, neste processo, poderão demandar e criar condições para produção de um novo conhecimento científico mais refinado e aprofundado.

Referências:
HABERMAS, Jurgen. Verdade e justificação. Ensaios filosóficos. São Paulo: Ed. Loyola, 2004.
GALINDO CÁCERES, Luís Jesús. Sabor a ti: metodologia cualitativa en la investigación social. Xalapa: Universidad Veracruziana. 1997.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Repórter Cuca: juventude e comunicação a favor da cidadania


Integrar jovens e formar cidadãos são os principais propósitos da Rede de Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Rede Cuca) em Fortaleza. Congregando esses objetivos à necessidade de divulgar os projetos e atividades da Rede, surgiu o Repórter Cuca: um programa de formação em comunicação e produção de conteúdos para jovens entre 15 e 29 anos. Composto por 12 integrantes, sendo seis para cada Cuca, o programa é responsável pela cobertura das atividades culturais e sociais dos centros, além de produzir notícias voltadas aos interesses da juventude e ao respeito aos direitos humanos.

A equipe do Repórter Cuca divulga a agenda cultural em meios digitais e na rádio de alto-falantes dos Cucas, publica pequenos vídeos e reportagens – entre um e dez minutos de duração – no canal Comunicação Popular do YouTube e também gerencia uma página própria no Facebook.

Escute a entrevista de Nágela Gois, ex-participante do Repórter Cuca e estudante de Jornalismo, sobre o projeto:


Caroline Souza é estudante de uma Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) e estagiária do projeto, ela afirma que os jovens têm total liberdade de edição e de produção, mas que muitas vezes as produções realizadas acabam à divulgação de agenda. A estudante conta também que seu estágio é de quatro horas diárias durante o turno da tarde.

Tábata Campos iniciou no meio da comunicação como repórter Cuca na unidade Barra do Ceará. A universitária – que também estagia no setor de comunicação da Rede Cuca – afirma que, por causa da liberdade, existem algumas diferenças entre as produções dos três centros. “Na Barra é muito forte a questão do rádio, fazíamos muitas produções: spots, flashes etc. Aqui (no Mudubim) tem mais impresso e internet”, comenta.

As seleções para o programa Repórter Cuca ocorrem, no geral, de dois em dois anos. Para participar, os candidatos devem preencher uma ficha de inscrição na coordenação dos Cucas e apresentar cópias do RG e CPF. Ainda é necessário também ter participado de algum programa ou curso ofertados pela Rede Cuca.

Confira uma das produções do Repórter Cuca:




Expediente:
Texto/Imagens: Paulo Cardoso, Daniel Rezende e Emanuel Denizard
Podcast: Lérida Freire
Vídeo e Edição Final: Yngrid Matsunobu

Reportagem realizada pelos alunos de Jornalismo, da Universidade Federal do Ceará, sob orientação do Prof. Dr. Ismar Capistrano.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Rádio Comunitária Benfica

Rádios comunitárias – a importância da democratização da comunicação


Os direitos à liberdade de expressão e ao acesso à informação são garantidos pela Constituição Federal. Contudo, apesar do crescimento da internet, que vem alterando a lógica da produção de notícias e as relações entre produtor e leitor, o acesso da população à grande mídia ainda é desigual e, em muitos casos, insuficiente.

Para tentar suprir a demanda de cobertura de locais esquecidos ou pouco cobertos pela mídia convencional, os próprios moradores podem reunir-se e criar um veículo de comunicação de circulação local. Os preferidos, geralmente, são os sistemas de alto-falantes ou rádios comunitárias, que podem ser apreciados sem que a população precise parar seus afazeres diários – o que aconteceria no caso de um veículo impresso, por exemplo.

No Brasil, a história das rádios comunitárias se inicia no Espírito Santo com a Paranoica FM, na década de 1970, em plena ditadura militar. Anos depois, a ideia começava a se disseminar por outras cidades da Região Sudeste, como na região metropolitana de São Paulo. Em tese, as principais características dessas rádios são a democratização dos meios de produção de notícias, o conteúdo crítico e de contestação da realidade e a independência em relação ao poder estatal e religioso. No entanto, isso nem sempre acontece.


“A lei da radiodifusão comunitária já nasceu morta”


É o que conta Régis Reis, responsável pela Rádio Comunitária Benfica, localizada no bairro homônimo, em Fortaleza. O projeto da rádio foi iniciado em 2003 – muito depois da época em que houve um grande aumento no número de radiadoras na capital, que ocorreu durante a gestão da prefeita Maria Luiza Fontenele (1987 – 1990) – mas a primeira transmissão só ocorreu em junho de 2013, devido à lentidão no processo de legalização.

(áudio 1: Régis contando sobre processo de criação da rádio)

A manutenção de uma emissora não é fácil. De acordo com a lei nº 9.612, as rádios comunitárias só podem receber patrocínio de estabelecimentos da região, sob a forma de apoio cultural, sem a veiculação de comerciais – já que isso caracterizaria uma organização com fins lucrativos. Apesar disso, as rádios comunitárias têm custos, não só com a energia elétrica utilizada, mas com taxas que devem ser pagas, por exemplo, ao Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), órgão responsável por “centralizar a arrecadação e distribuição dos direitos autorais de execução pública musical”, o que torna o veículo quase insustentável, tendo em vista a questão financeira.

A competição injusta com as rádios comerciais também é um dos fatores criticado por Régis. “A lei da radiodifusão comunitária já nasceu morta. Você participa do processo, paga as taxas, e dizem que se uma rádio grande estiver interferindo em mim, eu não posso reclamar. Isso fere o princípio da igualdade.” Além disso, outra problemática discutida é o trabalho inadequado que vem sendo feito por parte das próprias rádios comunitárias, que nem sempre possuem uma programação voltada aos interesses da sociedade ou utilizam uma potência maior do que a permitida, fato que causa grande interferência nas emissoras próximas, já que, de acordo com a lei, todas as rádios comunitárias devem funcionar na mesma frequência – em Fortaleza, por exemplo, as rádios são transmitidas na FM 87,90.

(áudio 2: Régis contando sobre o problema com as demais rádios comunitárias)

Apesar de todas as dificuldades, o trabalho desenvolvido na rádio traz satisfação para Régis. É com alegria que narra a história do dia em que conseguiram interromper uma ordem ilegal de despejo na Vila Vicentina – região carente dentro da Aldeota, bairro nobre de Fortaleza – depois dos ouvintes telefonarem para a rádio durante o programa comandado pelos integrantes da Crítica Radical, denunciando a ação.

(áudio 3: Régis contando sobre o processo em que barraram a ação de despejo)


Saiba mais: entrevista com Rosa da Fonseca

(áudio 4)

Como funciona a fiscalização das rádios comunitárias


O Serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612, de 1998, regulamentada pelo Decreto 2.615 do mesmo ano. Essas rádios têm como principal objetivo manter o pluralismo social e cultural em sua programação. Visto que um dos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal de 1988 é o direito à comunicação, em suas diversas formas e segmentos, devemos saber como funciona esse processo de democratização do acesso à informação e quais são as potencialidades.

Segundo João Guilherme Arrais, gerente regional da ANATEL, no Ceará, caso alguma rádio seja flagrada irregularmente, a fiscalização retém os equipamentos e o responsável pela emissão responde um processo administrativo e criminal por uso de radiofrequência sem outorga. As denúncias são recebidas pela Agência através de um laudo de vistoria técnica.
(inserir fala 1)

Para Arrais, algumas rádios irregulares ainda funcionam, mas por pouco tempo. O gerente contesta que a ANATEL não verifique todas as denúncias, e afirma que a existência de rádios interferindo em outras são “raros casos”.
(inserir fala 2)

Para ser considerada uma Rádio Comunitária, o projeto precisa ser feito por associações e fundações comunitárias que tenham esses objetivos de pluralismo cultural e social e que tenham, ainda, um baixo alcance somente para a comunidade. Segundo o Ministério das Comunicações (MC), a cada entidade será outorgada apenas uma autorização para a execução do Serviço de Radiofusão Comunitária. Contudo, é a ANATEL que define a frequência a ser utilizada por essas rádios, designando, também, um canal alternativo (que pode variar de 88 a 108 Mhz, FM).



Rádio Cuca


Reportagem sobre a Rádio Cuca Mondubim, projeto de rádio comunitária do Cuca Mondubim voltado para a democratização da comunicação e para a capacitação da comunidade no campo de rádio. O foco da reportagem está na experiência vivida pelos jovens que fazem parte do projeto: como eles passaram a fazer parte do projeto, como eles participam das decisões e que experiências estão tirando dessa oportunidade.



Rádio Cuca Mondubim

Visita dos estudantes da cadeira de Jornalismo no Terceiro Setor do curso de Jornalismo da UFC ao Cuca Mondubim e à Rádio Cuca Mondubim.

Expediente
Reportagem e locução de Ingrid Pedrosa. 
Edição de Maurício Xavier.
Fotos Maurício Xavier.